Lançamento
Alguns dias atrás a Lady GaGa lançou a tão falada nova música que (do mesmo jeito de quase todas as outras músicas) todo mundo estranhou de cara.
Foi assim com Poker Face (lembram que diziam que o clipe era plágio da Britney por causa de uma cena onde ela aparece de azul?), foi assim com Paparazzi (lembram que chamaram ela de louca quando a própria sangrou e morreu em pleno VMA?), foi assim com Bad Romance (lembram que acharam ela satânica, mas no fim foi um dos vídeos mais acessados na história?), foi assim com Telephone (lembram que a MTV não queria exibir o vídeo por ele ser longo demais?), foi assim com Alejandro (lembram que morreram de dizer que era só uma música qualquer pra conquistar o mercado latino?), então porque séria diferente com Born This Way? Ainda mais com toda essa competição que está rolando no twitter e nas redes sociais entre os fãs das cantoras Pops. Não estou profetizando que o CD vá superar o sucesso do The Fame Monster, só estou alertando pro fato de que uma recepção negativa na mídia e no boca-a-boca já é comum em todos os lançamentos da GaGa.
Acusação de plágio
Segundos depois da música ser lançada surgiram as acusações dela ser um plágio de Express Yourself da Madonna. Sinceramente o tema das duas músicas não tem nada a ver. Só os títulos que trazem a mesma carga de aceitação pessoal, mas enquanto a Madonna puxa para o lado da libertação feminina, a GaGa puxa para o lado da realização pessoal. É como se a Madonna gritasse "Você aí mulher! Liberte-se!" e a GaGa gritasse "Você aí, não tem nada errado com você!". São coisas BEM diferentes
Significado
O que eu realmente queria falar desse lançamento é sobre o simbolismo em cima da música Born This Way. Logo depois da própria revelar o nome do novo álgum no VMA 2010, começaram os burburinhos que a música seria um novo hino gay. Depois começou a rolar na net as fotos da tatoo de um unicórnio que a própria havia tatuado com o nome do albúm. Bastou isso pra esse unicórnio se espalhar por todo lugar e até pra alguns fãs mais maníacos tatuarem o mesmo desenho!
Depois da foto desse tatuagem ir parar em todo lugar, surgiu a foto da GaGa sem roupa vestindo apenas uma jaqueta. O legal é que essa foto reforçou o unicórnio como símbolo comercial do CD e da própria GaGa.
Mas enquanto muitos pensavam que aquela já seria a capa do novo CD, é anunciado a divulgação oficial da capa. E, para a surpresa de todos, a GaGa aparece num visual simplista e sem nenhuma peça de roupa. No lugar disso ela "usava" apenas modificações corporais pontudas nos ombros e e triangulares no rosto. Não foi difícil linkar os triângulos ao triângulo usado nos campos de concentração nazistas para marcar os homossexuais. Então a capa meio que dizia que ela já nasceu assim, já havia nascido marcada.
Após a divulgação da capa, ouve a divulgação completa da música. Por incrível que pareça não era algo que soava bizarro aos ouvidos, era algo que soava até agradável destoando um pouco do resto do trabalho da GaGa. Depois do lançamento a internet em peso começou a comentar sobre o sucesso ou insucesso da música. Mas o mais importante era o quanto a letra da música puxava pra temática da aceitação pessoal, não só aceitação da sexualidade, mas no sentido geral. Após todos ouvirem a música, o próxima divulgação era a primeira apresentação ao vivo em pleno Grammy 2011. Pra chocar todos, porém fazendo total sentido, a GaGa chega no local DENTRO DE UM OVO e só sai dele para se apresentar.
O que fez total sentido com o nome do álbum que traduzido significa "nasci assim'. E, ao sair do seu ovo, em vez de algum figurino berrante, ela "usava" apenas as mesmas modificações corporais da capa do CD e uma roupa sem mais adereços. E em vez de uma apresentação dramática cheia de encenações, ela optou por algo mais dançante em um clima mais alegre.
Pra finalizar o seu "nascimento", ao ganhar o prêmio de melhor Álbum Pop, ela subiu ao palco dizendo que dedicava a música à Aretha Franklin e que havia se inspirado nela (e não na Madonna como todos acusavam). A GaGa justificou que fez essa música porque quando criança via a Aretha cantar e imaginava ser como ela. Ela também disse que quando criança imaginava que podia ser quem ela quisesse um dia. E isso é algo que todos nós imaginamos quando somos pequenos: que vamos crescer e vamos poder ser ou realizar qualquer coisa (quando eu era criança queria ser cientista e inventar uma fórmula pra voar).
Só aí eu entendi direito o total sentido de Born This Way e comecei a refletir em que momento da vida eu parei de ter a total certeza que eu poderia fazer qualquer coisa que eu quisesse. Eu não me lembro, acho que ninguém consegue se lembrar. Depois disso, me toquei que NUNCA na minha vida uma música POP tinha conseguido me fazer refletir ou que nunca nenhuma cantora POP pra minha geração (desculpa, mas perdi a época de ouro da Madonna) havia criado algo que não fosse vazio e que tivesse algum significado. Eu tava meio enjoado, sem saco, cansado da GaGa, mas depois disso voltei a ser fã de novo.




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